Aprenda a calcular a margem consignável para seu empréstimo

como calcular margem consignável

Entre os principais receios em recorrer a um empréstimo estão as dúvidas e dificuldades em entender o assunto, bem como os direitos e deveres em cada caso. O empréstimo consignado é uma das áreas da concessão de crédito que mais concentram essas dúvidas. Entre elas, pode-se destacar o cálculo da margem consignável, que, apesar de possuir um nome complicado, é de entendimento bastante simples.

Neste artigo, vamos esclarecer o que é e como calcular a margem consignável na prática para entender de vez o assunto, manter a saúde da suas contas e evitar o endividamento.

Empréstimo consignado: uma rápida lembrança

Resumidamente, vamos retomar a ideia sobre o que é um empréstimo consignado. Consignar um crédito significa condicionar e aceitar que as parcelas da quitação sejam descontadas diretamente do salário ou da sua aposentadoria.

Ou seja, o empréstimo consignado compromete uma porcentagem da renda antes de chegar às mãos do consumidor. Por isso, é importante saber o máximo de informações sobre o assunto.

Margem consignável: o que é e para o quê serve?

Estabelecida pela Lei nº 10.820 de 2003, a margem consignável é o indicador essencial que tornará possível saber se o consumidor terá ou não acesso ao empréstimo consignado. O cálculo da margem consignável visa determinar um valor percentual máximo em relação à renda mensal disponível para descontar o pagamento das parcelas do empréstimo.

Em termos gerais, não será permitido que o tomador do empréstimo comprometa mais do que 35% da sua renda mensal para cobrir a parcela do empréstimo. Importante: 5% será para uso exclusivo no cartão de crédito de crédito consignado.

Por que essa margem existe e como é calculada?

Dessa forma, podemos concluir até aqui que a margem consignável visa estabelecer limites de proteção e segurança para que o cliente não se endivide de forma descontrolada ao recorrer ao crédito consignado.

Assim, o cálculo da margem consignável será feito com base na renda mensal de quem solicita o empréstimo. Para descobrir o valor da margem total, basta:

  • multiplicar sua renda mensal por 30% (valor do máximo da parcela) + 5% da renda mensal (devida ao cartão consignado).

Por exemplo: se a renda mensal do tomador é de R$ 2.000, podemos concluir que a margem máxima será 30% desse disso, ou R$ 600. Se o cliente já possuir um empréstimo consignado com uma parcela mensal, digamos, de R$ 200, poderá assumir no máximo mais R$ 400 na nova parcela. Quanto ao valor da renda mensal, também são calculados os 5% da margem relativa ao cartão (se optar por ele), ou seja, R$ 100.

Algumas informações importantes:

  • Servidores Públicos e Federais, servidores estaduais e municipais possuem acesso ao mesmo limite;
  • para os servidores, o órgão responsável pelo pagamento será o SIAPE; para aposentados e pensionistas, fica a cargo do INSS;
  • o cartão consignado pode ser usado para pagar integralmente ou parcelar as compras e tem taxas mais em conta que os cartões tradicionais;
  • aposentados ou pensionistas podem acessar até 9 linhas de crédito, mas a margem do cartão só pode ser usada uma única vez;
  • o valor mínimo da fatura será debitado do benefício do INSS ou no contracheque.

Vantagens da margem consignável na sua vida financeira

Agora ficou mais fácil entender o que é e como calcular a margem consignável, não é mesmo? Entre as suas principais vantagens, pode-se destacar a possibilidade de o tomador ter um melhor controle financeiro, reduzir suas chances de contrair dívidas desnecessárias e ainda ter a possibilidade de refinanciamento a fim de obter crédito extra.

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