Guia completo para todo aposentado negociar suas dívidas

negociar dívidas

Você tem algum débito no banco ou no comércio? Muitas vezes, isso acontece por não recebermos a orientação certa. Além disso, sem informação adequada, a situação tende a piorar, e acabamos pagando mais juros do que precisaríamos. Logo, saber como negociar dívidas é fundamental para quitar o quanto antes as pendências.

Sabemos que muitas pessoas passam por esse inconveniente pelos mais diversos motivos e é compreensível que, em determinadas situações, isso possa ocorrer. Por isso, é importante focar na solução em vez de ficar pensando nos fatores que geraram o débito — seja uma dívida com banco, seja de qualquer outro tipo.

Quando resolvemos a questão, passamos a viver melhor, pois temos crédito para realizar os nossos desejos (reformar a casa, viajar, abrir um negócio, comprar um carro etc.). Da mesma forma, quitamos as despesas fixas com mais tranquilidade, eliminando de vez as preocupações com a questão financeira.

Pensando nisso, preparamos um guia completo de como negociar dívidas. Nele, vamos explicar a importância de fazer isso, elencar dicas essenciais e mostrar qual é a hora certa de pedir empréstimo. Boa leitura!

Por que é importante negociar dívidas?

Destacamos, a seguir, três tópicos para que você entenda a importância de negociar dívidas. Confira!

Evita a restrição do nome

Os cadastros de proteção ao crédito servem para que as empresas evitem vender a prazo para quem oferece maior risco de inadimplência. Houve um período em que as pessoas se conheciam mais e podiam até relevar algum problema financeiro. Porém, já faz muito tempo que não funciona assim.

Sem o nome limpo, qualquer cidadão tem problemas no mercado, desde a abertura de uma conta-corrente em banco até um financiamento para a compra de um imóvel. Ou seja, quase tudo o que envolver dinheiro a prazo será negado. Além dessa limitação, há o prejuízo moral. Afinal, convenhamos que ninguém gosta de passar por esse constrangimento. 

Ajuda a manter uma boa imagem financeira

Se você precisa transmitir confiança e credibilidade, é importante quitar sua dívida com banco ou qualquer outra em seu nome para que seus planos não sejam prejudicados. Digamos, por exemplo, que tenha um terreno e esteja negociando a construção de um imóvel nele.

Aliás, isso é muito comum quando o proprietário do imóvel não tem recursos para construir. Nesse caso, ele forma parceria com alguém que tenha condições financeiras de concretizar o projeto, mas precisa de um local.

No entanto, qualquer restrição pode dificultar as vendas dos imóveis e prejudicar a negociação. Isso quer dizer que boas oportunidades podem ser perdidas em razão de dívidas, as quais precisam ser negociadas o quanto antes.

Diminui custos financeiros

Você provavelmente já ouviu falar muito sobre os juros altos cobrados no Brasil. Os motivos apontados são muitos, mas, no fim das contas, o que mais importa é a oferta, como qualquer produto. Por exemplo: em um período de chuvas e outras variações no clima que prejudique a produção de alface, ela sobe de preço, e você sente os efeitos quando vai ao supermercado, certo?

A razão para isso é que existem menos alfaces para vender do que as pessoas desejam comprar. Com o dinheiro é a mesma coisa. Se muitas pessoas precisam de empréstimos, o “custo” dele aumenta — nesse caso, os juros para fornecer crédito sobem.

Acontece que há formas diferentes de contrair dívidas, e cada uma tem o seu custo. O cheque especial, por exemplo, aplica juros altíssimos, já o cartão de crédito cobra alto quando você usa o rotativo ou atrasa pagamentos, embora existam melhores ofertas em modalidades alternativas.

Por isso, é determinante que você saiba negociar dívidas de modo a evitar custos elevados. Em alguns casos, pode ficar impossível se recuperar — mesmo nas situações nas quais haja resolução, será preciso fazer grandes sacrifícios e, eventualmente, abrir mão de coisas importantes para sua qualidade de vida. Sendo assim, a solução é encontrar uma modalidade de crédito que seja viável para o seu bolso.

Como negociar dívidas e sair do vermelho?

Abaixo, damos dicas essenciais para você negociar dívidas de modo prático e sair o quanto antes do vermelho. Veja!

Faça um orçamento pessoal

Em vez de adiar a questão, o melhor caminho é negociar dívidas de forma a garantir que as parcelas assumidas caibam no seu orçamento. Do contrário, você pode até conseguir pagar as primeiras prestações, mas terá dificuldades de honrá-las até o fim do contrato.

Essa conta não é tão difícil o quanto parece. Para tanto, basta listar todas as suas despesas mensais, como conta de luz, água e remédios. Porém, devido a variações, é preciso fazer isso todo mês para que você não seja surpreendido com valores mais altos.

Inclusive, preparar-se para variações e imprevistos é fundamental para manter o controle sobre o orçamento, de maneira a evitar o “efeito rebote”, ou seja, o reaparecimento de dívidas mesmo após a negociação.

Por isso, o aconselhável é incluir todas as despesas, mesmo as eventuais e as aparentemente irrelevantes, como o cafezinho no fim de tarde. Além disso, faça uma média de alguns meses e estabeleça uma margem de segurança de 5% a 10%.

Analise suas contas

Com essas informações em mãos, é o momento de fazer uma avaliação e um planejamento para saber quais contas mais influenciam no seu orçamento. Talvez, seja possível reduzir a despesa com energia trocando as lâmpadas da residência ou comprando uma geladeira nova, por que não?

Para fazer essa análise, a dica é separar essas contas em grupos, como consumos mensais, manutenção da residência, cuidados com a saúde, lazer, passeios com os netos e assim por diante.

Com essa classificação, você consegue ter uma ideia clara dos seus gastos e avaliar quais grupos de despesas pode reduzir, se for o caso. Dessa forma, fica mais fácil negociar dívidas e minimizar o problema.

Crie limites de parcelas

Como resultado da análise proposta no tópico anterior, será possível determinar com mais precisão o limite que você pode separar mensalmente para quitar sua dívida com banco ou qualquer outra. Jamais negocie sem levar em conta esse critério, pois ele vai garantir que assuma um compromisso viável.

Se você, por exemplo, está certo de que pode separar R$ 500 por mês, então, esse deve ser o seu limite. Caso a dívida seja alta, a quantidade de parcelas precisará ser maior. Afinal, não adianta optar por aumentar o teto da parcela se inexiste orçamento para quitá-la com tranquilidade.

Priorize as dívidas mais caras

Você já deve ter ouvido falar que os números não mentem. Logo, as cifras que representam os juros também não. Falando nisso, outra forma de reduzir despesas é se livrar das taxas maiores o mais rápido possível.

Especialmente as dívidas de cheque especial e cartão de crédito convencional devem ser quitadas com prioridade e, preferencialmente, trocadas por outras. Ou seja, se tiver a chance de contrair um empréstimo a juros menores para pagar o cartão, não deixe de fazê-lo.

Assim, uma dívida que seria quitada por R$ 10 mil até o término do prazo, por exemplo, poderá ser paga por R$ 6 mil — talvez menos. Isso ocorre porque ninguém pode cobrar por juros futuros. Logo, a quitação de um débito ocorre com o pagamento dos valores devidos até determinada data.

Aproveite as épocas de balanço

O fim de ano é uma época excelente para negociar dívidas. Isso acontece porque, nesse período, as empresas precisam fechar as contas e, quanto mais positivas elas estiverem, melhor o retorno aos acionistas e as oportunidades para o futuro.

Portanto, os valores em inadimplência prejudicam os números da empresa, que corre para conseguir recuperá-los o máximo possível. Para alcançar esse objetivo, elas costumam oferecer descontos maiores como incentivo.

Use descontos para aposentados

Também é preciso estar atento aos descontos exclusivos para aposentados. Em determinados casos, o perdão nas dívidas chega a 90%. Como o total pode incluir juros de um período mais ou menos longo, é possível que esse abatimento chegue muito próximo do valor principal — o solicitado de crédito na contratação. Isso é como ter todos as taxas do débito eliminadas. Portanto, é uma oportunidade que você não pode perder.

Faça empréstimo consignado

Mesmo em uma situação de desconto, nem sempre é possível arcar com toda a dívida. Além disso, não dá para esperar as ofertas, pois, quanto mais o tempo passa, mais alto fica o débito. Logo, é fundamental resolver a situação antes que piore, mesmo que isso implique assumir prestações de longo prazo.

Nesse ponto, os aposentados levam uma boa vantagem em relação à maioria das pessoas, pois podem fazer empréstimo consignado. Ele é oferecido com juros muito baixos, prazos mais longos e pode, inclusive, resolver o problema de quem tem restrição. Aliás, nessa situação, é possível oferecer empréstimo para negativados, sabia disso?

Uma vez que há certeza de pagamento, o empréstimo consignado nem sempre exige que você esteja com o nome limpo. Quando um aposentado o contrata, a empresa financiadora recebe a garantia do INSS, pois o valor das parcelas é automaticamente descontado do benefício.

Como o risco da inadimplência é um fator que influencia no custo do empréstimo (juros), os valores cobrados também são inferiores, a burocracia é menor, o parcelamento pode ser mais longo e o limite de empréstimo é maior devido ao cálculo da margem consignável. Além disso, as alternativas de refinanciamento também são bastante vantajosas.

Por essas razões, o empréstimo consignado — que não deve ser confundido com o pessoal — é considerado uma excelente alternativa para resolver o problema causado por descontrole financeiro. Além disso, essa não é uma modalidade nova de crédito. Afinal, ela já passou por todo um processo de adaptação que melhorou a segurança do aposentado.

Como saber se é a hora de pedir empréstimo?

Essa é uma pergunta que só pode ser respondida com base nas contas que sugerimos para você — preferencialmente, de modo detalhado. Com uma boa avaliação, é possível identificar o custo da dívida atual, compará-lo com o do empréstimo em questão, contabilizar a quantidade de parcelas necessárias para que elas se encaixem no seu orçamento e, por fim, tomar sua decisão.

Em finanças, chamamos isso de custo de oportunidade (CO). Ou seja, se você tem uma dívida que custa 20% de juros ao mês, mas existe a chance de trocá-la por um crédito que vai custar 2%, há um CO de 18% entre uma alternativa e outra. Portanto, o momento de contratar o empréstimo é agora.

Uma dívida com um saldo devedor de R$ 6 mil a 20% de juros, por exemplo, aumenta em R$ 1.200 no mês seguinte. Se tivesse sido negociada a 2% teria aumentado em R$ 120 — R$ 1.080 a menos.

Em dois meses, o saldo subiria para R$ 8.640 — quase R$ 2.400 de diferença em relação a um empréstimo de juros baixo. Isso sem contar multas, eventuais honorários de advogados e despesas judiciais, no caso de um processo. Portanto, enquanto correm taxas com valores tão altos, protelar a solução só agrava o problema. Nesse ritmo, a dívida dobra em apenas quatro meses.

Ao mesmo tempo, de nada adianta tentar resolver a questão sem levar em conta os passos que listamos no decorrer deste artigo. Afinal, eles são necessários para identificar o nível de comprometimento do seu orçamento, o valor máximo da parcela que pode assumir e o quanto você precisa contratar.

Tomemos, como exemplo, o tópico que fala sobre a análise das contas. Se a sua geladeira consome energia demais, talvez seja o caso de comprar outra para diminuir as despesas mensais. Porém, lembre-se de que o valor da aquisição deverá ser incluso nas parcelas. Além disso, é necessário avaliar se a economia energética será maior que o valor dos juros cobrados pelo eletrodoméstico.

E então, aprendeu como negociar dívidas? Se você tem dificuldades com números, não se preocupe. Basta listar os seus gastos para que possa avaliar a capacidade de seu orçamento e identificar os débitos mais altos — aqueles que precisam ser eliminados mais rapidamente. Assim, já é possível correr atrás de uma negociação para quitar as despesas com o banco ou qualquer instituição.

Agora que sabe como negociar dívidas, aproveite a visita ao blog e baixe o nosso e-book gratuito sobre empréstimo consignado! Nele, você vai descobrir como conseguir crédito para realizar os seus sonhos. Aproveite!

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